quarta-feira, 29 de julho de 2009

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Único Olhar



"Quer vir comigo, amor?
Tem que compartilhar
Todas as emoções
E abrir o coração
Pra gente ser feliz
Ser feliz!!!"

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Amores Possíveis




Feliz em ter você (...)

terça-feira, 21 de julho de 2009

Desejo-te

Desejo-te...

não a tiro da mente
Sinto seu cheiro a todo instante
Sinto seu corpo quente
Desejo-te...
Um desejo inquieto
Que me consome
Uma vontade tão grande de estar perto...

Desejo-te...

Quero sentir o gosto de sua boca
Quero abraçar seu corpo
Sentir todo o seu calor
Quero-te por inteira
Quero enche-la de amor.

(Eduardo Vieira)

Te quero... Um desejo sem limites...



sexta-feira, 17 de julho de 2009

Morreria


"Nega-me o pão, o ar, a luz, a primavera,mas nunca o teu riso, porque então morreria."

Pablo Neruda

segunda-feira, 13 de julho de 2009

À Esperança Sem Vestígios


"Escrevo, triste, no meu quarto quieto, sozinho como sempre tenho sido, sozinho como sempre serei. E penso se a minha voz, aparentemente tão pouca coisa, não encarna a substância de milhares de vozes, a fome de dizerem-se de milhares de vidas, a paciência de milhões de almas submissas como a minha ao destino quotidiano, ao sonho inútil, à esperança sem vestígios. Nestes momentos meu coração pulsa mais alto por minha consciência dele. Vivo mais porque vivo maior. Sinto na minha pessoa uma força religiosa, uma espécie de oração, uma semelhança de clamor. Mas a reacção contra mim desce-me da inteligência… Vejo-me no quarto andar alto (...), assisto-me com sono; olho, sobre o papel meio escrito, a vida vã sem beleza e o cigarro barato que a expender estendo sobre o mata-borrão velho. Aqui eu, neste quarto andar, a interpelar a vida!, a dizer o que as almas sentem!, a fazer prosa como os génios e os célebres! Aqui, eu, assim!..."



Bernardo Soares, in 'Livro do Desassossego'

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Infinitamente assim


"Mesmo quando não te vejo, é nisto que penso: és tão bonita.
Queria-to dizer, mas não consigo: há coisas que não sei dizer.
Penso nelas e vejo-as muito claramente, mas não consigo dizê-las.
A beleza tornou-te inaudita.
Sorrio.
Olho para a estrada mas a pensar em ti.
O meu silêncio nomeia devagarinho a tua beleza.
Invoco-te de uma forma delicada. Invoco cada detalhe, cada
pormenor. Mas é da beleza por inteiro que o meu silêncio se ocupa.
Silêncio e beleza e pensamento, ocupam-se por inteiro.
Preenchem-se.
Mesmo calado, penso em ti e consigo ver-te.
Apesar de olhar para a frente, é para dentro que eu vejo.
Poderias ficar infinitamente assim: tu.
Até que um dia o esquecimento seja mais forte, eu vejo-te.
Os olhos, os lábios, a boca, a testa, o nariz, as mãos, o cabelo, o pescoço, a pele.
Tu.
Tu com o teu sorriso.
Até mesmo esse ar sério que fazes quando não olhas para mim.
Tu. Eu. Nós.
O mesmo instante.
A juventude é o chão sob os teus pés. E eu sempre a pensar
até quando não digo nada: és tão bonita.
Mesmo quando não acontece nada.
Até quando já não penso em ti."

Rui Machado, in 'A Ausência Próxima'



sexta-feira, 3 de julho de 2009

Ser céu, sol e estrelas


Digo que te amo
sorris e eu amo,
digo que te quero
sorris e eu quero,
dizes em sonho
sem sonhos que já tive,
onde desejei ser céu sol e estrelas
para que te pudesse olhar eternamente

Jorge Reis-Sá, in 'A Palavra no Cimo das Águas'